5 curiosidades, por Fábio Souza
Fábio Souza, da À La Garçonne (foto: Glamurama)

Aos 18 anos, Fábio iniciou a graduação em arquitetura. Antes de concluir o curso, decidiu estudar design de móveis em Milão e daí por diante o interesse e conhecimento no assunto se tornou ainda mais concreto. Em 2009, fundou a À La Garçonne, marca que desde o princípio tem como foco a venda de peças vintage, incluindo objetos de decoração, móveis e roupas... Muito embora, Fábio confesse que o seu interesse por moda veio depois de muito tempo imerso no universo dos móveis e decoração: "Eu não encontrava as roupas que queria usar e comecei a fazer camisetas pra mim. Os amigos começaram a encomendar e assim nasceu meu interesse pela moda. Cheguei até a fazer um curso de corte e costura (risos) para não ser tão leigo ao tratar com as piloteiras". Dessa paixão mais recente e do casamento com o estilista Alexandre Herchcovitch, a À La Garçonne passou a desenvolver coleções próprias, desfiladas no SPFW. As peças da marca são parte da curadoria Dona Santa e podem ser encontradas na pop up store ALG, que está funcionando em nossa loja física, e também aqui, em nosso eshop. 

De onde surgiu, lá atrás, a ideia de criar a À La Garçonne?

À La Garçonne foi fundada em 2009, inicialmente como loja de roupas vintage, mas desde o início a ideia era fundar não só uma loja, mas uma marca com DNA forte, onde os clientes que se identificassem com o lifestyle pudessem encontrar produtos para a casa e o guarda-roupa.

Como funciona a curadoria do mobiliário da marca?

A curadoria é feita por mim. Geralmente não sigo regras, vou por instinto. As peças são garimpadas ao redor do mundo, geralmente Estados Unidos e Europa.

Qual o estilo de decoração que você mais curte e aplica em casa?

Na verdade faço uma grande mistura! Os mais marcantes costumam ser o estilo industrial com o clássico século 19, porém ultimamente tenho olhado com carinho para os escandinavos dos anos 50 e 60.

De que forma você participa do processo criativo das roupas?

Intensamente. Geralmente passo o input inicial da coleção para o Alexandre e os estilistas e aí participo de todos os processos, desde a escolha da matéria-prima até desenhando grande parte da coleção.

Você e o Alexandre tem um estilo parecido? Costumam compartilhar looks?

Sim e não (risos). Temos estilos diferentes, porém comungamos de um forte gosto em comum. Discutimos sempre o caminho das coleções da À La Garçonne, mas em casa cada um tem suas roupas e closets separados.